top of page

OFICINAS E MINICURSOS

Dias 27 e 28 de agosto​ - 14h

Proponentes:

Profa. Dra. Tânia Regina Zimmermann

Profa. Dra. Ilsyane Kamitta​

Título da Proposta:

Mangás no Ensino de História

Resumo:

Nesta oficina faremos a confecção de um mangá a partir da discussão sobre a especificidade deste e como pode ser utilizado como mecanismo de assimilação de conhecimentos com base numa metodologia que facilita a difusão de conhecimentos no ensino de história. Muitas práticas de ensino de história nas salas de aula aduzem a dúvidas e incertezas, na medida em que professores não têm encontrado como destinatários alunos interessados na transmissão de saberes. Neste sentido, a construção de conhecimentos, por intermédio dessa transmissão de saberes tem sido prejudicada, tanto que novas reformulações nos métodos de ensino-aprendizagem começaram a ser abordadas como alternativas viáveis para o sucesso na captação de conhecimentos históricos nas aulas de história. Tais reformulações tendem a ofertar aos alunos motivações de aprendizagem para que essa construção de conhecimentos se torne prazerosa e consequente. Nesse sentido, a história em quadrinhos, mais especificamente os mangás, constituem mais um aditivo didático para renovação e enriquecimento do ensino de história, fazendo com que se amplie o leque de possibilidades de práticas disponíveis aos professores da rede básica de educação.

Dias 27 e 28 de agosto - 14h

Proponente:
Profa. Cláudia Regina Pinto Silva (mestranda do ProfHistória, UEMS)
 

Título da Proposta: 
Propondo práticas educativas para a diversidade.

 

Resumo: 

O presente minicurso tem o objetivo de refletir sobre a implantação e implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais e Cultura Afro-brasileira e Africana nos currículos da educação básica (Lei 10.639/03) propondo práticas pedagógicas para a diversidade na sala de aula.

Dias 27 e 28 de agosto - 14h

Proponente:

Prof. Dr. Rogério da Palma

 

Título da Proposta:

Devil at the Crossroads: raça, racismo e religião no Sul dos EUA

 

Resumo:

Vinte e nove canções gravadas, duas fotografias, uma herança musical imensurável e muitas histórias para serem contadas: esse é o legado de Robert Johnson, considerado um dos precursores do blues. Ultimamente, quase oitenta anos após a sua morte, Johnson tem despertado cada vez mais o interesse de pesquisadores – da Música à História. Para além do seu enorme legado artístico, o que ficou muito conhecido sobre o músico foi o suposto pacto, a fim de se tornar um exímio guitarrista, que o mesmo teria feito com o “diabo”. Devil at the crossroads, documentário produzido pela Netflix e dirigido Brian Oakes, é mais uma obra que pretende mergulhar dentro da história de vida do lendário músico. Mais do que isso, a obra também busca retratar o contexto histórico vivenciado pelo guitarrista. Através da análise de Devil at the Crossroads, o minicurso pretende explorar os aspectos históricos envolvidos na produção e circulação de ideias sobre Robert Johnson e sua música, com enfoque na relação entre racismo e religião. Argumenta-se que, nas sociedades sulistas norte-americanas, as práticas e políticas de (re)produção do racismo se sustentavam, dentre outras, em determinadas narrativas acerca da religiosidade. Em suma, a intenção é relacionar as tragédias pessoais do celebrado guitarrista com as tragédias coletivas experimentadas pela população negra no Sul dos Estados Unidos. Sempre com um olhar comparativo voltado para o nosso quintal chamado Brasil.

Dias 29 e 30 de agosto - 14h

Proponente: 

Profa. Dra. Cláudia Delboni
 

Título da Proposta: 

História oral: entre a memória e a história de mulheres assentadas em Sidrolândia/MS
 

Resumo:

Analisar a História Oral enquanto um método de pesquisa que propicia dar visibilidade aos diversos segmentos sociais, inseridos nas relações de poder que compõem a tessitura da trama histórica. Nesse sentido enfatizaremos o desenvolvimento da História Oral como uma mudança de enfoque nos trabalhos históricos, rompendo com uma visão rígida da objetividade do fato histórico e abrindo espaço para uma escrita da história a partir dos testemunhos de mulheres, operários, camponeses, negros, indígenas, jovens e velhos, entre outros segmentos sociais invisibilizados nos documentos escritos. Também, discutiremos os gêneros de história oral - de vida ou temática -, além das várias etapas para o empreendimento da história Oral - elaboração do projeto, gravação, transcrição, transcriação, análise dos depoimentos e devolução do produto. Uma vez que a realização da História Oral pressupõe etapas que se concretizam como processo, ao longo de um planejamento detalhado de pesquisa.Num segundo momento analisaremos entrevistas de mulheres assentadas em Sidrolandia/MS na perspectiva de entender as conexões entre memória e história, ou seja, pensarmos caminhos metodológicos possíveis para estabelecermos elos entre as lembranças individuais e as estruturas sociais. Nesse sentido, abordaremos a memória dos testemunhos do presente, como fruto da elaboração de indivíduos que trazem nas entrelinhas a presença do social, do coletivo e, por isso, como chave da inteligibilidade do passado/presente.

Dias 29 e 30 de agosto - 14h

Proponente: 

Profa. Dra. Anna Carolina Horstmann Amorim
 

Título da Proposta: 
História das mulheres e introdução aos estudos de gênero no Brasil.

 

Resumo: 

Neste minicurso vamos debater brevemente a história das mulheres, suas lutas enquanto movimento social e a institucionalização dos estudos de gênero no Brasil. Neste caminho, vamos abordar as principais questões e conceitos fundamentais do campo de estudos de gênero e vamos traçar sua correlação e importância para a disciplina História. 
Destaco que os estudos de gênero impactam de modo significativo a História e também o ensino de História que se importa em construir um caminho para visibilidade de uma pluralidade de sujeitos/as e narrativas que por muito tempo passaram invisíveis e silenciadas no seio de uma história única e com vistas à neutralidade.  
É certo que os estudos de gênero importam para o ensino de história, pois tem como meta: “combater a negação de discriminações, transformar e salvar vidas, erradicar escandalosas e históricas injustiças sociais” (MELLO, 2019). Portanto, neste minicurso, vamos nos munir de conceitos e debates importantes deste campo que tem muito à contribuir para a História e para o ensino de História ao aportar noções que contemplam, cada vez mais, a pluralidade de corpos, falas e experiências sociais existentes em nossa sociedade. Afinal, ao deixar apagado/a alguns sujeitos/as e temas de estudo e focar a atenção em uma narrativa pretensamente universal e que contempla um sujeito histórico único, a história não tem dado espaço para as singularidades das mulheres como temas de pesquisa e de ensino. Se as mulheres e minorias têm passado na tangente das pesquisas, temas e currículos de História como podemos pensar o ensino desta disciplina em seu potencial de transformação? Ao não levar em consideração questões de gênero, de raça, etnia, orientação sexual não é possível contemplar a pluralidade de experiências que compõe o cenário sócio histórico no qual estamos inseridos e sobre o qual pensamos e estudamos/ensinamos. Deste modo, é pungente a necessidade de revisitar os conteúdos, as práticas de ensino e aprendizagem da História e buscar reparar essas lacunas de formação e discussão a respeito da valorização da diversidade de narrativas, corpos e experiências como fundante do processo pedagógico envolto no ensino de História. Só assim teremos bases para um pensamento científico crítico e capaz de promover, através da educação e do ensino, o desequilíbrio das desigualdades sociais marcadas pela assimetria de gênero que impera atualmente.  
Ao mesmo tempo, ganha relevância no contexto atual, a necessidade de compreender a importância que tiveram e tem os diferentes projetos e investimentos nacionais e estaduais em políticas educacionais que tocam temas como igualdade, gênero e diversidade, bem como apontar os impactos atuais de retrocessos e conservadorismo nos debates nacionais e internacionais que tomaram o campo da educação em sua correlação com os estudos de gênero e que se espraiam no Brasil.

Dias 29 e 30 de Agosto - 14h

Proponentes: 

Profa. Dra. Manuela Areias (UEMS)
Irenice Mendes (graduanda em História – UEMS)

 

Título da Proposta: 

HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS: TRAJETÓRIAS DE MULHERES NEGRAS NA SALA DE AULA.

 

Resumo: 

Nesta oficina ressaltaremos o protagonismo das mulheres negras por meio de apresentações de trajetórias de mulheres, africanas e descendentes, e confecção de abayomi, boneca considerada um símbolo de resistência, tradição e poder das mulheres negras. Trata-se de uma opção metodológica que vai ao encontro das propostas da Lei 10.639/03– que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira nas escolas do país – e suas “Diretrizes Curriculares Nacionais.” Temos como propósito contribuir para o reconhecimento do protagonismo das mulheres negras, o fortalecimento das identidades negras e o combate ao racismo no ambiente educacional. O trabalho pedagógico a partir da produção de abayomi e trajetórias de mulheres negras pode tornar o ensino da História da África e Cultura Afro-Brasileira mais dinâmico e interdisciplinar, além de ampliar o campo de estudo, permitindo que o aluno perceba as conexões e os movimentos de trocas culturais entre África, América e Europa em diversos conteúdos abordados. 

bottom of page